O Gabinete de Imprensa do CC do KKE enfatizou o que se segue no seu comunicado a respeito das declarações de F. Hollande quanto à Síria.
"As declarações do recém-eleito presidente da França, François Holland, as quais agora estão abertamente orientadas para a possibilidade de intervenção militar na Síria, são muito reveladoras quanto ao novo massacre de povos que está a ser preparado pela UE e pela Otan na nossa região.
As suas referências ao Direito Internacional e à ONU estão a ser utilizadas como "cobertura" para impor "a lei do mais forte" na "selva" de contradições entre as potências imperialistas e os grupos monopolistas sobre o controle dos recursos energéticos, suas rotas de transporte e suas fatias de mercado.
Todos aqueles, incluindo o SYRIZA – os quais disseram que com a eleição de Hollande novos ventos percorriam a UE e semearam ilusões de que a UE tornar-se-ia "pró povo" – foram desmascarados e devem responder por isto perante o povo. A própria vida tem demonstrado que as organizações imperialistas, como a Otan e a UE, não podem ser "humanizadas". Elas foram, são e serão enquanto existirem, instrumentos para a exploração dos povos, tal como o capitalismo elas têm a guerra no seu DNA.
O KKE denuncia os novos planos imperialistas contra o povo da Síria e sublinha que só povo sírio tem o direito de determinar o futuro do seu país sem recomendações e intervenções estrangeiras.
Exigimos que toda cooperação militar com Israel deveria agora ter fim. Que a base estado-unidense de Suda deveria ser encerrada e mais geralmente que nada do território, portos e espaço aéreo da Grécia deveria ser disponibilizado para uma intervenção imperialista contra a Síria e o Irã, a qual levará o povo da Grécia e os outros povos da região para caminhos perigosos.
O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-06-01-syria/
sábado, 2 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Investigação sobre bombardeios da OTAN na Líbia
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch exigiu formalmente às Nações Unidas investigação sobre a atuação criminosa da OTAN na Líbia, cujos bombardeios mataram – oficialmente – cerca de 2% da população daquele país durante a guerra de ocupação em 2011.
Algumas organizações governamentais calculam que a quantidade de vítimas chega a 2% da população, mas lideranças tribais afirmam que o número é bastante superior ao divulgado pelas entidades de defesa dos direitos humanos que não tem acesso à maioria das cidades líbias, e o governo provisório (fantoche) não colabora com as organizações ocidentais.
Para iniciar os processos de massacres na Líbia pela OTAN, a Human Rights Watch protocolou nas Nações Unidas um pedido de informações sobre denúncia comprovada – através de investigações e testemunhos de moradores – sobre um bombardeio que vitimou 72 civis, incluindo 20 mulheres e 24 crianças em um bairro de Trípoli.
A OTAN rechaça as acusações e afirma que apenas realizou ataques contra objetivos militares do Exército Líbio, segundo declarações mentirosas do porta-voz dos assassinos da OTAN, Oana Lungescu.
A campanha terrorista deflagrada pela OTAN na Líbia entre março e outubro de 2011 foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas com a finalidade de “proteger os civis em um conflito armado”. Com essa desculpa os aviões franceses foram os primeiros despejar bombas em cidades e aldeias líbias, dando início a um massacre de mais de 200 mil líbios – entre homens, mulheres, velhos e crianças -, permitindo que tropas norte-americanas desembarcassem na Líbia para dominar a produção de petróleo.
Para a advogada Purificación Gonzalez da entidade de defesa dos direitos humanos, o ataque à Líbia serviu a interesses econômicos e permitiu que o líder Muamar Kadafi fosse linchado e martirizado por grupos de mercenários e traidores.
“As grandes corporações estão utilizando a OTAN através de governos para fazer guerras e saquear recursos naturais, neste caso para dominar o petróleo e situar-se estrategicamente para futuras guerras e para apoiar Israel”, explicou a advogada.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Diplomatas israelenses disseminam medo no Brasil
A embaixada de Israel em Brasília encaminhou nesta quinta-feira ao Itamaraty um pedido de reforço para a segurança de seu consulado em São Paulo. No documento, não foi mencionado nenhum motivo em especial para a solicitação, mas alguns diplomatas concederam entrevistas falando da possibilidade de um atentado terrorista no Brasil.
Reportagem publicada na quinta pelo jornal “O Estado de S.Paulo” afirma que o governo israelense recebeu informações (não reveladas) sobre a possibilidade de um atentado do partido político libanês Hizbollah na representação na capital paulista, na rua James Joule, no Itaim Bibi (zona oeste). Até o momento todas as notícias neste sentido foram mentirosas, tentando envolver árabes da região de Foz do Iguaçu, com objetivos meramente políticos.
O Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo o pedido feito pela diplomacia israelense — cabe à Polícia Militar fazer a segurança de representações diplomáticas estrangeiras, de acordo com o Itamaraty.
A pasta também repassou o pedido à Secretaria de Segurança do Distrito Federal, onde está a sede da embaixada.
Nunca houve registro de atentado terrorista no Brasil contra israelenses ou judeus em geral. Caso venha a ocorrer algum atentado terrorista no Brasil, com certeza será forjado pelos próprios israelenses para posarem como vítimas. Esta é uma política adotada pelos israelenses ao longo dos últimos anos.
Após os atentados ao WTC nos Estados Unidos, policiais paranaenses participaram de treinamentos em Israel, e ao retornarem, surgiram (misteriosamente?) centrais clandestinas de telefonia em vários locais de Curitiba, com ligações para países como Afeganistão e Paquistão. Essas centrais jamais foram investigadas e comprovam que existe uma política criminosa, suja e hipócrita, para tentar inocentar Israel dos crimes que comete diariamente na Palestina ocupada.
Felizmente o deputado federal e delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz apresentou projeto de lei no Congresso para penalizar com rigor policiais brasileiros que se envolvam com serviços de inteligência estrangeiros, como a CIA e Mossad.
Reportagem publicada na quinta pelo jornal “O Estado de S.Paulo” afirma que o governo israelense recebeu informações (não reveladas) sobre a possibilidade de um atentado do partido político libanês Hizbollah na representação na capital paulista, na rua James Joule, no Itaim Bibi (zona oeste). Até o momento todas as notícias neste sentido foram mentirosas, tentando envolver árabes da região de Foz do Iguaçu, com objetivos meramente políticos.
O Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo o pedido feito pela diplomacia israelense — cabe à Polícia Militar fazer a segurança de representações diplomáticas estrangeiras, de acordo com o Itamaraty.
A pasta também repassou o pedido à Secretaria de Segurança do Distrito Federal, onde está a sede da embaixada.
Nunca houve registro de atentado terrorista no Brasil contra israelenses ou judeus em geral. Caso venha a ocorrer algum atentado terrorista no Brasil, com certeza será forjado pelos próprios israelenses para posarem como vítimas. Esta é uma política adotada pelos israelenses ao longo dos últimos anos.
Após os atentados ao WTC nos Estados Unidos, policiais paranaenses participaram de treinamentos em Israel, e ao retornarem, surgiram (misteriosamente?) centrais clandestinas de telefonia em vários locais de Curitiba, com ligações para países como Afeganistão e Paquistão. Essas centrais jamais foram investigadas e comprovam que existe uma política criminosa, suja e hipócrita, para tentar inocentar Israel dos crimes que comete diariamente na Palestina ocupada.
Felizmente o deputado federal e delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz apresentou projeto de lei no Congresso para penalizar com rigor policiais brasileiros que se envolvam com serviços de inteligência estrangeiros, como a CIA e Mossad.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Amplo repúdio internacional ao atentado terrorista em Damasco
Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas consideraram como "atrozes" os atentados perpetrados nesta quinta-feira (10), que mataram mais de 70 pessoas e feriram mais de 400, no sul da cidade de Damasco, capital síria.
"Os membros do Conselho de Segurança condenam nos termos mais enérgicos os ataques terroristas ocorridos em Damasco e que causaram numerosos mortos e feridos."
Além da condenação, o conselho renovou o pedido pelo cumprimento das resoluções do plano de paz proposto pelo enviado especial da organização, Kofi Annan, ao governo e à oposição do país árabe.
A ONU também pede respeito à missão de observadores, que percorre o país desde abril. O atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ex-secretário-geral Annan também condenaram o atentado.
O atual responsável pela ONU instou as partes em litígio a "se distanciarem dos atentados indiscriminados e de outros atos terroristas", pedindo ainda que "cumpram plenamente suas obrigações para com o fim da violência e a proteção da população civil".
Annan, enviado especial da ONU para a Síria, também condenou o ataque terrorista, reiterando seu pedido de que seja respeitado o cessar-fogo estabelecido pelo governo na Síria.
Em um comunicado divulgado a partir de Genebra, o diplomata ganês lamentou a perda de vidas humanas ocasionada pela explosão das bombas.
"Esses atos detestáveis são inaceitáveis. A violência na Síria deve terminar", sublinhou o funcionário das Nações Unidas.
Cônsul em São Paulo lamenta
Ghassan Obeid, cônsul geral da Síria em São Paulo, condenou energicamente o atantado terrorista. “Com muita tristeza e amargo sentimento condenamos hoje as explosões acontecidas em Damasco, mais de 75 mortos, 400 feridos graves, 126 carros destruídos, 400 apartamentos quebrados e muito sangue inocente sírio derramado", lamentou o cônsul.
"Esse crime foi cometido da maneira mais bárbara e covarde para matar inocentes, que estavam indo para as escolas e para o trabalho às 7h45 de manhã. Não é uma reclamação por democracia e mais liberdade. Isso significa que os países que fornecem as armas e dinheiro para esses rebeldes e vagabundos, criminosos bárbaros são os criminosos e merecem a condenação do mundo inteiro", finaliza indignado o representante sírio em São Paulo.
Líbano e Hezbolá também condenam
O presidente do Líbano, Michel Sleiman, condenou nesta quinta-feira os atentados terroristas cometidos na Síria, enquanto o movimento xiita Hezbolá afirmou que o ataque é reflexo do complô terrorista desferido para semear o caos no país vizinho.
Sleiman telefonou para o presidente sírio, Bashar al-Assad, e expressou suas condolências pela morte de ao menos 75 pessoas em consequência dos ataques com fortes cargas de explosivos na zona sul de Damasco, ação atribuída a grupos opositores extremistas.
"As contínuas explosões na Síria, que causam perdas de vida de inocentes civis, não são a forma correta de obter a democracia", comentou o presidente libanês a Al-Assad, de acordo com um despacho da presidência divulgado pela agência de notícias governamental Sana.
Em alusão aos métodos usados pelos "oposicionistas", o chefe de Estado sublinhou que "o único caminho correto e exemplar é sentar-se à mesa do diálogo e procurar de forma calma e sábia meios para alcançar uma transição rumo à democracia".
Por sua vez, dirigentes do movimento de resistência Hezbolá (Partido de Deus), que lidera a coalizão do governo libanês, emitiram um comunicado conjunto com o líder do partido Sírio Social Nacionalista, Assad Hardane, condenando os ataques terroristas desta quinta.
As duas organizações fizeram alertas sobre o apoio oferecido "por alguns países bem conhecidos dos grupos terroristas na Síria", em alusão implícita à Arábia Saudita e ao Catar, cujos regimes defendem abertamente o fornecimento de armas à "oposição".
"É importante impedir o contrabando de armas e mercenários (do Líbano à Síria)", agregaram, enquanto elogiavam as autoridades de Beirute pela interceptação recentemente no mar Mediterrâneo do barco Lutfala II, que transportava um verdadeiro arsenal para os bandos armados que atuam na Síria.
A mídia corporativa, dirigida pelo imperialismo, reverbera a estapafúrdia acusação do "Conselho Nacional Sírio", controlado pelos Estados Unidos e Reino Unido, que as explosões seriam "obra do governo, com a finalidade de amedrontar os observadores internacionais e reforçar os argumentos sobre a presença de grupos armados e da Al-Qaida no país".
A melhor resposta a essas acusações dos grupos comandados pelas potências ocidentais, Arábia Saudita e Catar veio de cidadãos sírios que tentavam ajudar os feridos no meio dos escombros provocados pelo ataque terrorista.
"Esta é a liberdade que vocês querem? Crianças que iam à escola e funcionários que iam aos seus empregos morreram", gritava um cidadão para repórteres da mídia corporativa ocidental, em meio aos destroços.
Repúdio aos atentados
Registra-se na mídia internacional não ligada à grende mídia corporativa ocidental um grande repúdio aos atentados realizados nesta manhã de quinta. Partidos políticos, associações, sindicatos e instituições condenaram com termos enérgicos as ações, de acordo com informações divulgadas pela Sana.
A Assembleia do Povo, parlamento sírio, deplorou as explosões perpetradas por bandos armados e considerou que o ataque está no contexto do complô que se desenvolve atualmente contra a Síria.
Os representantes do povo sírio convocaram seus pares ao redor do mundo para que "detenham a sangrenta violência e o terrorismo organizado, que cobra a vida de milhares de vítimas", assinala um comunicado do orgão.
A Assembleia instou organizações internacionais para que assumam suas responsabilidades, no marco de uma conferência internacional que apoie o plano de Annan, enviado da ONU, para retirar a Síria dessa crise por meio de uma solução política baseada no diálogo nacional.
Também nesta quinta o Observatório Sírio de Vítimas da Violência e do Terrorismo condenou os atentados terroristas cometidos em um cruzamento importante da avenida Al-Kazzaz, na Perimetral Sul de Damasco.
Responsabilidade é estrangeira
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, responsabilizou diretamente as potências estrangeiras pela violência na Síria.
"Infelizmente, alguns de nossos parceiros não só fazem previsões, mas também ações práticas para que a situação exploda no sentido literal e suposto do termo", afirmou Lavrov em entrevista coletiva em Pequim, segundo a chancelaria russa.
Lavrov, que se reuniu hoje com seu colega chinês, Yang Jiechi, acrescentou: "Também me refiro a essas explosões".
"Os líderes da comunidade internacional têm influência sobre eles (os grupos armados). Deveriam utilizar sua influência para o bem, não para o mal", disse.
Delírio da CIA e dos mafiosos
Os serviços de espionagem dos Estados Unidos tentam associar Cuba aos distúrbios atuais no país árabe, denunciou hoje o jornal do Partido Comunista de Cuba, o Granma.
Um artigo do jornalista canadense radicado em Havana, Jean-Guy Allard, assinala que o aparato estadunidense de propaganda utiliza pessoal cubano-americano e elementos sirios controlados por eles em Miami para criar campanhas subversivas contra ambos os países, que Allard denomina "o show Síria-Cuba".
O canadense também criticou um despacho da agência de notícias pública espanhola Efe, que dizia que "dissidentes cubanos e sírios em Miami", sede das intermináveis conspirações contra a ilha socialista, "criaram uma frente para combater Castro e al-Assad".
"O tal convênio não é a primeira tentativa de associar a nação árabe com a Ilha caribenha", diz Allard.
No artigo "Delírio miamense..." o jornalista recorda que, há algumas semanas, uma sessão "informativa" do Congresso estadunidense abriu um debate com o tema intitulado "Primavera Árabe em Cuba", com os representantes Mario Díaz-Balart, Ileana Ros-Lehtinen e David Rivera, notórios representantes da máfia cubana nos Estados Unidos.
Fontes: Vermelho.org com informações das Agências Sana e Prensa Latina
terça-feira, 8 de maio de 2012
Mercenários líbios atacam sede do governo em Trípoli
Dezenas de mercenários líbios atacaram nesta terça-feira a sede do governo em Trípoli para exigir os prêmios que foram concedidos aos “rebeldes” que lutaram contra o regime de Muamar Kadhafi, deixando ao menos dois mortos.
"Um grande número de homens armados cercou o edifício. Dispararam contra ele com armas, inclusive com canhões antiaéreos", declarou à AFP um membro do governo líbio que pediu o anonimato e que se encontrava no local durante o ataque.
A mesma fonte acrescentou que "um grupo conseguiu entrar no edifício e ocorreram disparos no interior".
Segundo uma fonte do ministério do Interior, ao menos dois guardas da sede do governo morreram e muitos outros ficaram feridos.
"Entre dois e quatro guardas morreram, e há vários feridos", declarou, também sem se identificar.
Segundo testemunhas, automóveis armados rodeavam a sede do governo e fecharam todos os acessos ao edifício, provocando congestionamentos de trânsito.
O porta-voz do governo, Nasser al-Manaa, minimizou o episódio em um contato com a AFP, afirmando que ex-rebeldes chegaram à sede do governo para protestar por "uma questão de salários".
"Eles realizaram uma reunião com o ministro da Defesa para encontrar uma solução", disse, sem dar mais detalhes.
Os mercenários líbios que derrubaram um governo legítimo (graças ao apoio criminoso da OTAN e do governo dos EUA) não estão conseguindo receber os salários prometidos durante a guerra de ocupação da Líbia. Os valores foram pagos pelos governos dos EUA, França, Inglaterra, Canadá, Catar e Reino da Arábia Saudita, mas desapareceu nas mãos dos líderes do Conselho Nacional de Transição.
O confronto armado verificado na sede do governo fantoche em Trípoli demonstra que está apenas começando a derrocada dos traidores e mercenários que atacaram a Jamahiriya Árabe Popular Socialista Líbia. No momento em que os grupos mercenários e de traidores descobrirem que não há mais dinheiro, e que o petróleo irá todo para EUA e Europa, devem se levantar em armas, provocando caos e confrontos armados generalizados.
Na maioria das cidades líbias não há mais polícia ou controle. Bandos armados promovem saques, roubos e depredações de residências e prédios públicos, sem que haja qualquer tipo de resistência de alguma autoridade. A água potável não chega à maioria das cidades porque os bombardeios da OTAN destruíram os canais e tubulações do Grande Rio Verde. Os alimentos estão acabando nos mercados e não há reposição porque o país não consegue mais importar alimentos em troca de petróleo.
Esta é a Líbia que o ocidente construiu com suas mortíferas armas e bombas de destruição em massa, em nome da “democracia” norte-americana.
"Um grande número de homens armados cercou o edifício. Dispararam contra ele com armas, inclusive com canhões antiaéreos", declarou à AFP um membro do governo líbio que pediu o anonimato e que se encontrava no local durante o ataque.
A mesma fonte acrescentou que "um grupo conseguiu entrar no edifício e ocorreram disparos no interior".
Segundo uma fonte do ministério do Interior, ao menos dois guardas da sede do governo morreram e muitos outros ficaram feridos.
"Entre dois e quatro guardas morreram, e há vários feridos", declarou, também sem se identificar.
Segundo testemunhas, automóveis armados rodeavam a sede do governo e fecharam todos os acessos ao edifício, provocando congestionamentos de trânsito.
O porta-voz do governo, Nasser al-Manaa, minimizou o episódio em um contato com a AFP, afirmando que ex-rebeldes chegaram à sede do governo para protestar por "uma questão de salários".
"Eles realizaram uma reunião com o ministro da Defesa para encontrar uma solução", disse, sem dar mais detalhes.
Os mercenários líbios que derrubaram um governo legítimo (graças ao apoio criminoso da OTAN e do governo dos EUA) não estão conseguindo receber os salários prometidos durante a guerra de ocupação da Líbia. Os valores foram pagos pelos governos dos EUA, França, Inglaterra, Canadá, Catar e Reino da Arábia Saudita, mas desapareceu nas mãos dos líderes do Conselho Nacional de Transição.
O confronto armado verificado na sede do governo fantoche em Trípoli demonstra que está apenas começando a derrocada dos traidores e mercenários que atacaram a Jamahiriya Árabe Popular Socialista Líbia. No momento em que os grupos mercenários e de traidores descobrirem que não há mais dinheiro, e que o petróleo irá todo para EUA e Europa, devem se levantar em armas, provocando caos e confrontos armados generalizados.
Na maioria das cidades líbias não há mais polícia ou controle. Bandos armados promovem saques, roubos e depredações de residências e prédios públicos, sem que haja qualquer tipo de resistência de alguma autoridade. A água potável não chega à maioria das cidades porque os bombardeios da OTAN destruíram os canais e tubulações do Grande Rio Verde. Os alimentos estão acabando nos mercados e não há reposição porque o país não consegue mais importar alimentos em troca de petróleo.
Esta é a Líbia que o ocidente construiu com suas mortíferas armas e bombas de destruição em massa, em nome da “democracia” norte-americana.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Na Líbia, elogios a Kadafi podem levar à prisão perpétua
Uma nova lei na Líbia estabelece que elogios ao ex-líder Muamar Kadafi – martirizado no último mês de outubro -, aos seus filhos ou seu governo devem ser punidos com prisão perpétua.
De acordo com a nova legislação aprovada pelo CNT (Conselho Nacional de Transição), que governa o país desde a morte de Kadafi, a pena deve ser aplicada caso informações ou propagandas a favor do ex-líder causem “prejuízos ao Estado”.
Antes de aprovar a lei, o CNT discutiu também a proposta que proibia a formação de partidos políticos baseados em religiões. A possibilidade, no entanto, foi descartada pelo Conselho, tendo em vista a presença ostensiva da Al Qaeda entre os grupos armados que derrubaram o governo da Jamahiriya (Poder Popular) e formaram o atual governo do CNT, subserviente ao imperialismo.
No último mês de janeiro o CNT revogou a lei que proibia a formação de partidos políticos no país. Com a decisão, diversas associações foram formadas visando às eleições para a Assembleia Constituinte, previstas para 19 de junho.
Kadafi criou a Jamahirya Árabe Popular Socialista Líbia, um sistema de governo de Congressos e Comitês Populares, onde todos os cidadãos participam em nível de igualdade, sem representação política, mas exercendo o poder e a participação diretamente. Durante 42 anos Kadafi foi um líder político e filosófico da Jamahiriya, construindo o melhor IDH da África, mas contrariando os interesses sionistas e imperialistas que desejavam roubar as riquezas naturais do país. O ex-líder foi perseguido e assassinado por seus opositores –mercenários e traidores -, que também caçaram seus partidários.
Um dos filhos de Kadafi, Saif al Islam, está preso na Líbia sob custódia do CNT. O TPI (Tribunal Penal Internacional) quer julgá-lo por crimes contra a humanidade, mas os líbios do CNT rejeitam um julgamento internacional porque pretendem assassiná-lo em breve.
De acordo com a nova legislação aprovada pelo CNT (Conselho Nacional de Transição), que governa o país desde a morte de Kadafi, a pena deve ser aplicada caso informações ou propagandas a favor do ex-líder causem “prejuízos ao Estado”.
Antes de aprovar a lei, o CNT discutiu também a proposta que proibia a formação de partidos políticos baseados em religiões. A possibilidade, no entanto, foi descartada pelo Conselho, tendo em vista a presença ostensiva da Al Qaeda entre os grupos armados que derrubaram o governo da Jamahiriya (Poder Popular) e formaram o atual governo do CNT, subserviente ao imperialismo.
No último mês de janeiro o CNT revogou a lei que proibia a formação de partidos políticos no país. Com a decisão, diversas associações foram formadas visando às eleições para a Assembleia Constituinte, previstas para 19 de junho.
Kadafi criou a Jamahirya Árabe Popular Socialista Líbia, um sistema de governo de Congressos e Comitês Populares, onde todos os cidadãos participam em nível de igualdade, sem representação política, mas exercendo o poder e a participação diretamente. Durante 42 anos Kadafi foi um líder político e filosófico da Jamahiriya, construindo o melhor IDH da África, mas contrariando os interesses sionistas e imperialistas que desejavam roubar as riquezas naturais do país. O ex-líder foi perseguido e assassinado por seus opositores –mercenários e traidores -, que também caçaram seus partidários.
Um dos filhos de Kadafi, Saif al Islam, está preso na Líbia sob custódia do CNT. O TPI (Tribunal Penal Internacional) quer julgá-lo por crimes contra a humanidade, mas os líbios do CNT rejeitam um julgamento internacional porque pretendem assassiná-lo em breve.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
ONU: 6.000 PARTIDARIOS DE GADDAFI ESTÁN ENCARCELADOS Y SON TORTURADOS EN LIBIA
Los ex revolucionarios libios, que llegaron al poder después delderrocamiento de Muammar Gaddafi, mantienen en prisión a más de 6.000 partidarios del difunto coronel y muchos son sometidos a duras torturas. Esta cifra fue hecha pública por el portavoz del secretario general de la ONU en Libia, Yan Martin, ante los miembros del Consejo de Seguridad de la ONU.
Según la información de Martin, el Ministerio de Justicia de Libia consiguió tomar el control tan solo sobre ocho prisiones, en las que están encarceladas 2.382 personas.
No obstante, el Comité Internacional de la Cruz Roja da otras cifras sobre el tema. Según el organismo, los ex rebeldes crearon unas 60 cárceles que contienen, según los cálculos preliminares, alrededor de 8.500 personas.
Últimamente llega con frecuencia información sobre las crueles torturas y ejecuciones de los seguidores de Gaddafi en Libia. Así, la organización internacional de defensa de derechos humanos Amnistía Internacional señala que al menos 12 prisioneros de los ex rebeldes libios murieron por torturas desde septiembre pasado. Los activistas de la organización presentaron los testimonios de unos presos que dicen que los encarcelados están en unas condiciones terribles, les apalean y golpean con cadenas metálicas durante horas e incluso les torturan con electricidad.
Yan Martin exhortó al Gobierno libio a tomar las medidas necesarias para llegar a controlar la situación y cerrar posteriormente las prisiones de los ex rebeldes. Precisó que "la situación se complica por la falta de los suficientes empleados de la Policía".
El portavoz del secretario general de la ONU prometió continuar el diálogo con el Gobierno libio para "estimularlo a inspeccionar las prisiones, establecer los lugares secretos de los encarcelamientos e investigar los abusos".
El Gobierno de Transición libio otra vez declaró que haría todo lo posible para tomar la situación bajo control. "No podemos asumir la responsabilidad por cada abuso en cada lugar", explicó el representante permanente de Libia en la ONU, Abdel Rahman Muhammed Shalkam. El diplomático confesó que en Libia "existen algunas regiones no controladas por el Gobierno, donde no hay Policía", pero aseguró que en las cárceles controladas por el Gobierno los presos, incluso los jefes militares y los ministros de Gaddafi, no son torturados.
Fonte: http://actualidad.rt.com/actualidad/internacional/issue_36911.html
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